Chamem-me Sir Mix A Lot Baby

Corridas e despedidas

Queluz, 9 da noite. Começava a tristeza e surgia a angustia. 
O abraço era de consolo, mas nada havia a remendar. 
Ninguém disse que era fácil e o momento era de cortar. 
Aliás, tinha mesmo de se cortar, não havia volta a dar!
Mantive a calma e fui à procura da solução. 
O som urbano e despreocupado por trás de tudo desprezava a minha situação.
"Alguém me ajude aqui?". Não, agora -como sempre- não!
Abraçava-me com força, mas não me pedia para ficar.
Definitivamente, era amor que não tinha pernas para andar.
E à emoção, inexplicavelmente, senti nada poder fazer.
Teve que ser. Teve que ser. Mais uma vez, teve mesmo que ser!
Num movimento instantâneo, traz!
Despeguei-me dela e desconfortado não voltei mais a olhar para trás.
Segui impávido rumo à despreocupação.
Tive pena, deixei-a sozinha num acto sem perdão.
Puta da pastilha elástica, como é que se colou assim ao calção?

I'm back!

Com a mudança de hora e o anunciar do trailer de Before Midnight, quem conseguirá ainda dormir?

Gostava mesmo de "chumbar" uma cigana

O futuro de Portugal está entrelaçado em conflitos partidários e numa sociedade rusticamente moderna. Há, e sempre haverá, alternativa!

Eu gostava de casar com uma cigana

Passou-se tudo como planeado, nos conformes. Tive à minha porta, uma discussão tranquila com duas senhoras muito acessíveis no que toca a aprofundar conhecimentos noutras crenças. São testemunhas credíveis da obra de Jeová e, por deus, não querem saber de Alcorões ou Alcoronas. Sem saber que o seu sentimento de desinteresse por outras religiões se era partilhado pela minha pessoa, incluindo precisamente, a religião que defendia. Mas ao contrário delas, o meu sentimento não é de total desinteresse, porque eu até gosto das histórias e isso, mas sim, relacionado com fé. Apesar de ter resistido religiosamente e simpaticamente às duas horas e trinta minutos na tentativa pouco aprofundada de instrumentalização ao meu ser, de ideais, dos quais se regem as testemunhas de Jeová(ou Jévas se for pronunciado em hebraico), na busca da razão, pelo qual, o Homem se deve debruçar no segmento da verdade absoluta e do verdadeiro ser divino (Aquele que nós criamos já algum tempo); cheguei, para o meu objectivo secundário do dia, são e salvo ao Campo Pequeno, para vislumbrar a terceira e quarta melhor equipa do mundo de futebol em confronto. De facto, o futebol é uma verdadeira paixão. Desde que saiba que existe a hipótese de alguém me conhecer.

A caminho pude contemplar os dois maiores perigos eminentes: o perigo eminente da linha Sintra, em poderia ser apanhando de surpresa por um indivíduo que me faça a pergunta de desenvolvimento que antecede o crime: "dás-me um euró?", e, da qual me constringe logo, pois essas perguntas levam-me sempre a pensar nas perguntas de desenvolvimento que se faziam no secundário, a português, em que tirava sempre más notas e onde se riam sempre depois de eu responder à professora; com os perigos eminentes de duas literaturas muito metaforicamente e ironicamente ricas: Mário de Carvalho e Saramago. Estou a ler Saramago pela segunda vez, não me censurem. Aliás, peço-vos e exijo-vos, a todos vocês, especialmente às testemunhas da grande obra de Jeová, para não me condenarem previamente por, ao invés de, escolher em gastar o meu precioso tempo numa tentativa de me aproximar a deus, me esteja a satisfazer com os deleitosos excertos de Saramago por uma segunda vez. Acho que neste blog, já estou a exagerar com Saramago. Enfim. É que, no fundo, no que toca a ideias, não sei, de que extremo mais me aproximo. Mas sempre gostei mais de ler.



Cá estamos. À noite passeam-se muitas kamones no Bairro Alto. Eu por acaso já vos contei que, no dia do jogo dos EUA-Gana, o mesmo dia da actuação banda de tributo aos Queen na praça do Campo Pequeno, tive uma breve conversa com duas americanas de Alabama que gostam muito de cantar e estão cá em Portugal a viver na embaixada dos EUA e que quase me fizeram dormir na embaixada? Se sim, então esqueçam, falha minha. Acho que, a acrescentar ao que vos disse na outra vez, quando se discute gastronomia não se deveria nunca incluir, por lei, os fast-food. Mas eu sempre percebi: culturas. O meu percurso até ao S. Luiz fez-se como de costume, cheio de percalços, mas, como vinha pelo Bairro Alto, só poderia chegar atrasado. Mais sendo eu júri de um concurso de fantochada como é o Caça ao Cómico. Ainda por cima, um programa de uma canal novo! No fundo, também não me preocupava muito, ninguém o conhecia, ainda, e, no final de contas, quem mandava ali era eu. Não me encarem como arrogante, até porque este programa é para rir. Isto era uma piada! Mas discutir as minhas piadas não valerá a pena. Até porque são parvas. Uma qualidade que se desenvolveu em mim(e tenho plena consciência disso) a partir do momento em que nasci, compensada, com a minha capacidade em escutar as pessoas, comprovada e testada nas mais de 2horas de diálogo sobre assuntos que não me interessam de todo. É só porque gosto de ser simpático!


Mas, falando sobre a minha prestação como júri, cujo o meu único trabalho implicava fazer uma cruz no quadrado do respectivo concorrente, posso-vos acrescentar que estive na minha plena condição em elaborar a mais perfeita cruz alguma vez desenhada. Embora tenha sentido alguns silêncios constrangedores, piadas secas, deixando o público com cara de quem cheirou lixívia e muitos “aaaaaaaaah…” entre palavras ou entre rimas internas, a minha escolha foi para um Castrense cheio de piada que não chegou a ganhar. Admito que ser alentejano também pesou nos meus mais refinados critérios. Mas, confesso, o que me levou lá, não foi uma busca pelo riso fácil, mas sim, por finalmente completar o meu maior sonho, ver e ouvir o maior humorista português: Rui Unas.



Caça ao cómico

É só para vos informar, que esta noite às 23.30, só por causa das merdas, estarei no segundo dia do casting de humorismo chamado "Caça ao cómico" no Teatro S. Luiz como juri. Só por causa das merdas.

O que o tempo tempo tem

"A indignação fácil era sempre uma opção. O verdadeiro problema é que o tempo aperfeiçoara os seus defeitos."

Sou insignificante

Soy Gitano


"O seu vício era a nicotina. ´Eu para cantar tomo um copo e, para aconchegar a voz, fumo o meu Winston', dizia aos seus amigos. O outro, a cocaína e o cavalo, era para os tempos de espera."

Packers

É só uma homenagem trasvestida

A Playboy retratou na sua edição de Agosto ou Julho ou lá o que é, O Evangelho Segundo Jesus Crsito, que para quem ainda não sabe, nunca ouviu falar ou nunca leu na vida, é uma obra de Saramago. Uma das... Confesso que, apesar de a ter por casa, ainda não me deu aquela vontade, que tenho de ler livros bons, em ler O Evangelho Segundo Jesus Cristo. Mas não se preocupem, estou a ler outros. Um dos quais de Phillip Roth. Mas se se fala em Saramago ou dEUS, este último, em contexto com Saramago, cai logo o Carmo e a Trindade do modo mais irracional e espalhafatoso que o ressentimento humano nos pode oferecer. Existem boas razões para eu não ter percebido que o orgulho de quem crê em dEUS não estaria a ser ferido, consciente de uma civilizada e aceitável dissidência. O que não acontece, não se verifica e não se mobiliza. Sempre soube que esta não é uma civilização para se divergir de opinião, o que nos faz tornar, cada vez mais, em seres mentalmente desinteressantes.

Caso Lesley

Já conheço o sentido da vida; só não percebo é o sentido da morte.

A vida na biblioteca

Estou na mesa ao lado dela. Ela fala bem e com sotaque alentejano. Sou um ser-humano feliz.

Os meus agradecimentos


Nota para o futuro: 800 euros por dia ainda não chegam para os craques daquele calibre lutarem pela vitória.

Portugal-Spain

The teams are out and the national anthems are being played: Many of the Portugal team will be a bit too young to remember the famous day in 1139 when their country won independence from Spain, but Bruno Alves has probably told them all about it. They'll be up for this

Brought to you by minha pessoa, thank you very much!

Copy-Paste

Tem graça, assim deito para o lixo um brilhante texto escrito por mim. Daqui integralmente.


"Tenho lido nestas últimas horas todo o tipo de infâmias e prepotentes declarações em blogs sobre Saramago, o seu percurso de vida, e as suas convicções. Raras vezes tive o prazer de ler esta ou aquela crítica à sua monumental obra. O homem morreu, como é natural, e vêm, agora, à baila todos os eventos que tendem a ser mal interpretados e bem aproveitados pelos espíritos mais tacanhos e perversos. O episódio do DN e o seu comunismo são relembrados. Mais, o seu mau comunismo: não era um militante exemplar do PCP, e nunca se absteve de criticar o seu partido e o rumo da esquerda portuguesa, por vezes, com um claro desfasamento; nunca se absteve de criticar a sociedade civil (muito me custa usar esta expressão) sem dela fazer parte. Todavia, não esqueçamos a forma vil como foi coagido a deixar o país pelo anedótico Sousa Lara e pela sua análise supra ignorante de uma obra deveras inteligente como o Evangelho Segundo Jesus Cristo.
Ninguém, das pessoas em quem eu depositava algumas esperanças, analisou e lamentou a perda de um escritor pioneiro e ousado num estilo novo de escrita, transportador de uma visão do mundo. São muitos os livros em que denota uma rara genialidade comunicativa, que, apesar de arriscada, nunca foi desdenhada e abandonada. É um escritor na linha de Faulkner ou Borges. Ninguém exalta a coerência de um sujeito que viveu a sua vida como a apregoou, que tinha valores e convicções suspensas no seu ser desde o berço ao seu leito de morte, das quais nunca, nunca abdicou. O episódio do DN, excessivo mas justificável, espelhou isso mesmo. Não ouvi ninguém falar de saneamentos quando o Prof. Saldanha Sanches faleceu, nem vou ouvir falar dos mesmos quando Durão Barroso, ex-MRPP, morrer. Mas enfim, a mente humana tende a ser selectiva.
Tenho tido diante dos meus olhos a ignorância de quem opina sobre uma personalidade que não compreende, de quem destrói uma obra literária e de vida com argumentos infantis e fúteis, assaz difusos e insuficientes a toda a prova.
Queria apenas acabar desejando umas boas férias ao Professor Cavaco Silva e ao Dr. Jaime Gama. Também queria dizer ao Henrique Guerra Capelas do Postura de Estado que sinto pena dele, mas que estou disposto a ajudá-lo.
Não merecemos o que temos e o que vai perdurar. Cabeças como as de José Saramago não se compram na praça.
Ide-vos foder, todos.
«O que realmente nos separa dos animais é a nossa capacidade de esperança.» - José de Sousa Saramago"

Queiroz e os baldes de merda

David Penney is missing Joao already :"I've only just realised Joao Moutinho hasn't even made the squad! He had a ripping season last, and I distinctly remember him running the show against Everton. Does Queiroz know something I don't?" Nah. He's merely an international football manager.

Brought to by Guardian e eu. Parcialmente.

"A queca é convivial, a foda é violenta."

Eu até comentava isto, e, pelo meu entender, algo que não sei se é bom ou se é mau: eu só estou limitado aos conhecimentos teóricos das quecas! Porém, a foda sempre se manifestou numa questão prática. Mas já é tarde e eu tenho de ir ali fazer mais uma metáfora. Dá-me aquela vontade de escrever uma metáfora que eu nem sei.

Eu, que sou conservador por educação e liberal por aprendizagem descobri isto:

O liberal-conservador não é nem um liberal puro, nem um conservador puro. Aliás, o principal inimigo do liberal-conservador é o purista de qualquer tendência. A verdade é que o liberal-conservador embirra com os liberais puros que nos dão uma má fama ao fazerem-se passar por nós, liberais-conservadores. Os liberais puros reduzem a política à economia, não toleram desvios ao que defendem e vendem o liberalismo como um plano quinquenal. (…) O liberal-conservador também não vai à bola com o conservador puro. O conservador puro tem a dificuldade de conviver mal com a liberdade dos outros (…) Um liberal-conservador está sempre a vigiar a temperatura das suas convicções. Se o termómetro dispara para cima ou para baixo ele age logo com medidas temperadoras. Como liberal preza a independência pessoal contra todas as formas de sujeição, servilismo e pobreza. Como conservador reconhece que a independência absoluta é um projecto impossível e que há um módico de autoridade e hierarquia que temos de aceitar. Como liberal é individualista e pelo mercado. Como conservador reconhece que os indivíduos vivem melhor em comunidades socialmente coesas e organizadas. Como liberal é optimista. Como conservador é pessimista sobre o seu optimismo. Como liberal aprecia a cultura de massas. Como conservador não diz que é arte qualquer saloiice. Como liberal acredita. Como conservador desconfia.
Este texto foi brought to you pelo Pedro Lomba.


O hífen é importante porque os conservadores e liberais «puros» têm vícios imutáveis: o pouco amor à liberdade de um lado e o determinismo económico do outro.

Um som, dois? Teste, um som?

Só me apetece é cobrir.