Corridas e despedidas
O abraço era de consolo, mas nada havia a remendar.
Ninguém disse que era fácil e o momento era de cortar.
Aliás, tinha mesmo de se cortar, não havia volta a dar!
Mantive a calma e fui à procura da solução.
O som urbano e despreocupado por trás de tudo desprezava a minha situação.
"Alguém me ajude aqui?". Não, agora -como sempre- não!
Abraçava-me com força, mas não me pedia para ficar.
Definitivamente, era amor que não tinha pernas para andar.
E à emoção, inexplicavelmente, senti nada poder fazer.
Teve que ser. Teve que ser. Mais uma vez, teve mesmo que ser!
Num movimento instantâneo, traz!
Despeguei-me dela e desconfortado não voltei mais a olhar para trás.
Segui impávido rumo à despreocupação.
Tive pena, deixei-a sozinha num acto sem perdão.
Puta da pastilha elástica, como é que se colou assim ao calção?
I'm back!
Gostava mesmo de "chumbar" uma cigana
Eu gostava de casar com uma cigana

A caminho pude contemplar os dois maiores perigos eminentes: o perigo eminente da linha Sintra, em poderia ser apanhando de surpresa por um indivíduo que me faça a pergunta de desenvolvimento que antecede o crime: "dás-me um euró?", e, da qual me constringe logo, pois essas perguntas levam-me sempre a pensar nas perguntas de desenvolvimento que se faziam no secundário, a português, em que tirava sempre más notas e onde se riam sempre depois de eu responder à professora; com os perigos eminentes de duas literaturas muito metaforicamente e ironicamente ricas: Mário de Carvalho e Saramago. Estou a ler Saramago pela segunda vez, não me censurem. Aliás, peço-vos e exijo-vos, a todos vocês, especialmente às testemunhas da grande obra de Jeová, para não me condenarem previamente por, ao invés de, escolher em gastar o meu precioso tempo numa tentativa de me aproximar a deus, me esteja a satisfazer com os deleitosos excertos de Saramago por uma segunda vez. Acho que neste blog, já estou a exagerar com Saramago. Enfim. É que, no fundo, no que toca a ideias, não sei, de que extremo mais me aproximo. Mas sempre gostei mais de ler.

Cá estamos. À noite passeam-se muitas kamones no Bairro Alto. Eu por acaso já vos contei que, no dia do jogo dos EUA-Gana, o mesmo dia da actuação banda de tributo aos Queen na praça do Campo Pequeno, tive uma breve conversa com duas americanas de Alabama que gostam muito de cantar e estão cá em Portugal a viver na embaixada dos EUA e que quase me fizeram dormir na embaixada? Se sim, então esqueçam, falha minha. Acho que, a acrescentar ao que vos disse na outra vez, quando se discute gastronomia não se deveria nunca incluir, por lei, os fast-food. Mas eu sempre percebi: culturas. O meu percurso até ao S. Luiz fez-se como de costume, cheio de percalços, mas, como vinha pelo Bairro Alto, só poderia chegar atrasado. Mais sendo eu júri de um concurso de fantochada como é o Caça ao Cómico. Ainda por cima, um programa de uma canal novo! No fundo, também não me preocupava muito, ninguém o conhecia, ainda, e, no final de contas, quem mandava ali era eu. Não me encarem como arrogante, até porque este programa é para rir. Isto era uma piada! Mas discutir as minhas piadas não valerá a pena. Até porque são parvas. Uma qualidade que se desenvolveu em mim(e tenho plena consciência disso) a partir do momento em que nasci, compensada, com a minha capacidade em escutar as pessoas, comprovada e testada nas mais de 2horas de diálogo sobre assuntos que não me interessam de todo. É só porque gosto de ser simpático!

Mas, falando sobre a minha prestação como júri, cujo o meu único trabalho implicava fazer uma cruz no quadrado do respectivo concorrente, posso-vos acrescentar que estive na minha plena condição em elaborar a mais perfeita cruz alguma vez desenhada. Embora tenha sentido alguns silêncios constrangedores, piadas secas, deixando o público com cara de quem cheirou lixívia e muitos “aaaaaaaaah…” entre palavras ou entre rimas internas, a minha escolha foi para um Castrense cheio de piada que não chegou a ganhar. Admito que ser alentejano também pesou nos meus mais refinados critérios. Mas, confesso, o que me levou lá, não foi uma busca pelo riso fácil, mas sim, por finalmente completar o meu maior sonho, ver e ouvir o maior humorista português: Rui Unas.
Caça ao cómico
O que o tempo tempo tem
Soy Gitano

"O seu vício era a nicotina. ´Eu para cantar tomo um copo e, para aconchegar a voz, fumo o meu Winston', dizia aos seus amigos. O outro, a cocaína e o cavalo, era para os tempos de espera."
É só uma homenagem trasvestida
A vida na biblioteca
Os meus agradecimentos
Nota para o futuro: 800 euros por dia ainda não chegam para os craques daquele calibre lutarem pela vitória.
Portugal-Spain
Brought to you by minha pessoa, thank you very much!
Copy-Paste
"Tenho lido nestas últimas horas todo o tipo de infâmias e prepotentes declarações em blogs sobre Saramago, o seu percurso de vida, e as suas convicções. Raras vezes tive o prazer de ler esta ou aquela crítica à sua monumental obra. O homem morreu, como é natural, e vêm, agora, à baila todos os eventos que tendem a ser mal interpretados e bem aproveitados pelos espíritos mais tacanhos e perversos. O episódio do DN e o seu comunismo são relembrados. Mais, o seu mau comunismo: não era um militante exemplar do PCP, e nunca se absteve de criticar o seu partido e o rumo da esquerda portuguesa, por vezes, com um claro desfasamento; nunca se absteve de criticar a sociedade civil (muito me custa usar esta expressão) sem dela fazer parte. Todavia, não esqueçamos a forma vil como foi coagido a deixar o país pelo anedótico Sousa Lara e pela sua análise supra ignorante de uma obra deveras inteligente como o Evangelho Segundo Jesus Cristo.
Ninguém, das pessoas em quem eu depositava algumas esperanças, analisou e lamentou a perda de um escritor pioneiro e ousado num estilo novo de escrita, transportador de uma visão do mundo. São muitos os livros em que denota uma rara genialidade comunicativa, que, apesar de arriscada, nunca foi desdenhada e abandonada. É um escritor na linha de Faulkner ou Borges. Ninguém exalta a coerência de um sujeito que viveu a sua vida como a apregoou, que tinha valores e convicções suspensas no seu ser desde o berço ao seu leito de morte, das quais nunca, nunca abdicou. O episódio do DN, excessivo mas justificável, espelhou isso mesmo. Não ouvi ninguém falar de saneamentos quando o Prof. Saldanha Sanches faleceu, nem vou ouvir falar dos mesmos quando Durão Barroso, ex-MRPP, morrer. Mas enfim, a mente humana tende a ser selectiva.
Tenho tido diante dos meus olhos a ignorância de quem opina sobre uma personalidade que não compreende, de quem destrói uma obra literária e de vida com argumentos infantis e fúteis, assaz difusos e insuficientes a toda a prova.
Queria apenas acabar desejando umas boas férias ao Professor Cavaco Silva e ao Dr. Jaime Gama. Também queria dizer ao Henrique Guerra Capelas do Postura de Estado que sinto pena dele, mas que estou disposto a ajudá-lo.
Não merecemos o que temos e o que vai perdurar. Cabeças como as de José Saramago não se compram na praça.
Ide-vos foder, todos.
«O que realmente nos separa dos animais é a nossa capacidade de esperança.» - José de Sousa Saramago"
Queiroz e os baldes de merda
Brought to by Guardian e eu. Parcialmente.
"A queca é convivial, a foda é violenta."
Eu, que sou conservador por educação e liberal por aprendizagem descobri isto:
Este texto foi brought to you pelo Pedro Lomba.
O hífen é importante porque os conservadores e liberais «puros» têm vícios imutáveis: o pouco amor à liberdade de um lado e o determinismo económico do outro.