Queluz, 9 da noite. Começava a tristeza e surgia a angustia.
O abraço era de consolo, mas nada havia a remendar.
Ninguém disse que era fácil e o momento era de cortar.
Aliás, tinha mesmo de se cortar, não havia volta a dar!
Mantive a calma e fui à procura da solução.
O som urbano e despreocupado por trás de tudo desprezava a minha situação.
"Alguém me ajude aqui?". Não, agora -como sempre- não!
Abraçava-me com força, mas não me pedia para ficar.
Definitivamente, era amor que não tinha pernas para andar.
E à emoção, inexplicavelmente, senti nada poder fazer.
Teve que ser. Teve que ser. Mais uma vez, teve mesmo que ser!
Num movimento instantâneo, traz!
Despeguei-me dela e desconfortado não voltei mais a olhar para trás.
Segui impávido rumo à despreocupação.
Tive pena, deixei-a sozinha num acto sem perdão.
Puta da pastilha elástica, como é que se colou assim ao calção?
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